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Postado em 02/10/2021

SEGUNDO CURSO DE EXTENSÃO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA PARA ENFERMEIROS

       No dia 02/10/2021, o curso de Enfermagem da FAEF promoveu um curso de extensão teórico/prático sobre Urgência e Emergência. O curso foi ministrado pela professora Shirlene Pavelqueires, que é Doutora pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; atualmente Diretora do Curso Manobras Avançadas de Suporte ao Trauma. A Profª Drª Shirlene contou com a parceria da professora Arlete Aparecida Marçal, que atua principalmente nos seguintes temas: urgência e emergência, saúde coletiva, propedêutica médica, educação, gestão municipal dos serviços de saúde.

       O curso realizado nas dependências da FAEF, contou com a participação de 48 estudantes de enfermagem, envolvendo o nível médio e superior. Sendo um curso de extensão aberto à comunidade, a FAEF recebeu estudantes de Marília, bem como da ETEC Monsenhor Antônio Maglianode, da cidade de Garça, além de profissionais que já estão em atuação na área e outras categorias profissionais, como estudantes de psicologia, por exemplo.

       Como conteúdo programático, as professoras desenvolveram atividades buscando articulação teórico/prática envolvendo situações em que o paciente, vítima de traumas ou situações catastróficas, necessita de atendimentos imediatos até o auxílio de um suporte avançado de vida.

       Professora Shirlene discorreu sobre situações traumáticas como explosões, acidentes automobilísticos, ferimentos por arma de fogo ou armas brancas, dentre outras situações que propiciam traumas graves às vítimas, sendo estes, muitas vezes letais. Neste primeiro contexto, foi feita uma apresentação das diversas situações traumáticas, buscando envolver os participantes, de forma a favorecer a construção do raciocínio clínico defronte à situação do trauma, para assim, direcionar o atendimento correto à vítima.

       Professora Arlete trouxe uma explanação sobre o protocolo ABCDE para atendimento ao paciente traumatizado, o qual é referido e utilizado de maneira universal. Em seguida, diversas situações foram ilustradas pela professora Arlete, para que os estudantes pudessem praticar manobras técnicas que buscam assistir a vítima neste primeiro momento.

       Dentre as técnicas demonstradas, estavam inclusas a técnica de desobstrução de vias aéreas por engasgamento, mais conhecida como manobra de Heimlich. Esta manobra condiz na produção de tosse para expelir o objeto que obstrui a passagem de ar. A técnica foi demonstrada em vítimas em pé, sendo especificada a diferença para pessoas obesas ou gestantes. Foi demonstrada também em vítimas cadeirantes, acamadas e em crianças. Após a demonstração da técnica, houve um momento em que os participantes puderam executar um no outro para sentir as dificuldades do atendimento. A técnica em criança, foi aplicada em um boneco específico para aprendizado.

       Ainda sobre a desobstrução das vias aéreas, a professora Arlete simulou situações em que a vítima pode ser encontrada em cenários de acidentes automobilísticos ou desacordadas em vias públicas. Para a desobstrução das vias aéreas nestas situações, faz-se necessária, a lateralização da vítima com devida técnica, evitando assim, o sufocamento por fluidos bucais ou até mesmo a obstrução das vias aéreas pela própria língua.

       Seguindo à risca o protocolo ABCDE, foi ilustrado a confecção do curativo valvulado, sendo este, um curativo de três vias, facilmente elaborado com plástico e fita adesiva. Este curativo será colocado no tórax das vítimas que apresentam orifícios com saída eminente de ar, e permanecerá até a chegada do suporte avançado. Para as técnicas de estancamento de hemorragias, bem como, sinais de hemorragias internas, professora Arlete conversou sobre a importância do olhar clínico para a vítima. Alguns movimentos do tórax, presença de edemas e/ou mudanças na coloração da pele em determinadas regiões, podem ser indicativos de hemorragias ativas, no entanto, o curso deixou claro que há situações, em que os primeiros socorros têm suas limitações quanto à atuação, por isso, o chamado pelo suporte deve ser imediato.

       Para a avaliação do estado neurológico, foi demonstrado a aplicação da escala AVDI, a qual possibilita a avaliação do nível neurológico da vítima. Ao se aproximar da vítima e aplicar a referida escala, teremos subsídios para verificar se a mesma está em alerta, responsiva a estímulos verbais ou dolorosos. Caso a vítima não apresente nenhuma resposta, nota-se uma vítima inconsciente no local, para tal, chama-se imediatamente o suporte avançado.

Ainda na prática, foi demonstrado a técnica de reanimação cardiopulmonar, frente ao paciente em parada cardíaca. Após explicação da técnica, alguns estudantes puderam realizar a massagem cardíaca em bonecos específicos para a atividade, ademais, discutiu-se sobre o tempo estimado de cada massagem e a verificação do pulso nos intervalos do procedimento. 

       Para finalizar o curso, professora Shirlene reforçou sobre a importância do bom atendimento pré-hospitalar. A mesma discorreu sobre os possíveis encaminhamentos destas vítimas quando estiverem em assistência hospitalar. Foi salientado o quão necessário é um profissional da saúde, independente da área, ou do local, saber o manuseio correto de um atendimento emergencial.

       “A replicação de informações e técnicas corretas, salvam vidas” afirmou Arlete.

       Destarte, a FAEF considera de suma importância projetos de extensão que visem, não apenas benefícios aos estudantes da faculdade, mas projetos que envolvam parcerias multidisciplinares, os quais visem, além do aprendizado, benefícios à toda comunidade.

 

Profª Drª Joyce Fernanda Soares Albino Ghezzi

Coordenadora do Curso de Enfermagem

 

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