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Postado em 19/05/2020

USO DE DRONES NA SILVICULTURA

Atividades desenvolvidas na silvicultura, como planejamento, monitoramento, colheita e mensuração florestal se tornam mais eficientes com a utilização de drones e geotecnologias.
A utilização de drones para a execução do planejamento e monitoramento das operações florestais, nos últimos anos, se tornou uma vital estratégia do setor para aumentar a eficiência do processo produtivo, graças a capacidade que esses equipamentos têm de alcançarem grandes áreas, em tempo real e com tempo de execução relativamente curtos. 
Essas operações florestais estão cada vez mais tecnológicas, e consequentemente, exigem equipamentos capazes de fornecer dados para planejamento e gerenciamento das atividades silviculturais executadas em campo. Tal fato estimula constantemente as Empresas do setor para a realização de investimentos em geotecnologias, tais como os drones (equipamentos multirotores) e vant’s (equipamentos de asa fixa).
Evandro Orfanó, pesquisador da Embrapa Acre, explica que a utilização de drones ou vant’s na cadeia florestal é uma tendência do processo de automação do setor e, ao longo dos últimos anos, tem se destacado graças ao avanço tecnológico das geociências, que viabiliza operações que anteriormente eram realizadas com grandes dificuldades, especialmente em relação ao tempo de trabalho, dificuldade de acesso às áreas e custo elevado.
De acordo com o cientista, o mapeamento florestal realizado sem a utilização de drones é bastante demorado e de alto custo. As geotecnologias permitem que essas operações sejam realizadas com investimentos reduzidos, em pouco tempo, fornecendo informações substancialmente precisas e de maneira remota, sem que haja necessidade de contato direto do colaborador com as áreas ou talhões florestais. Além disso, podem favorecer o diagnóstico detalhado de diferentes aspectos do manejo florestal.
A Fibria, atualmente controlada pela Suzano SA, e líder mundial na produção de celulose a partir de florestas plantadas, está investindo em geotecnologia para otimizar a gestão florestal. Através do Projeto Floresta Inteligente, diversas ações estão em andamento em suas unidades. O uso de drones é cada vez mais comum na Empresa e os resultados, além da maior eficiência de produção, incluem a redução de custos.
Segundo os cálculos do Coordenador Corporativo de Cadastro e Geoprocessamento da Empresa, Dennis Bernardi, analisar áreas com o uso de drone tem um custo por hectare cerca de 30% menor que no trabalho de campo feito com equipes utilizando GPS convencional. Bernardi afirma que essas prospecções incluem a avaliação de áreas destinadas à produção florestal, o gerenciamento da logística de implantação, condução e monitoramento florestal. Além disso, as geotecnologias possibilitam o gerenciamento da colheita florestal, através da filmagem e posterior otimização do processo, e favorecem a maior eficácia na mensuração do volume de madeira produzido, mediante a captura precisa das medidas das toras estocadas nos pátios. 
As imagens de alta precisão, produzidas por esses equipamentos, auxiliam cada vez mais as empresas do setor na avaliação e determinação de informações tais como: uso e ocupação do solo, localização de estradas de acesso, zoneamento florestal com a locação das áreas de preservação permanente e demais áreas protegidas, além de possibilitarem o monitoramento em tempo real das unidades florestais. 
Considerando essa exigência do mercado, o curso de Engenharia Florestal da FAEEF inseriu em sua matriz curricular contemplou a disciplina ‘Eletiva’ com o conteúdo ‘Silvicultura de Precisão’que garante o desenvolvimento de habilidades e competências dos futuros Engenheiros e Engenheiras Florestais para que estejam aptos para atuar nesse setor tecnológico que é uma realidade para a Engenharia Florestal.
 
Sobre o autor
“Sou graduado em Engenharia Florestal pela FAEF, em 2006, sempre trabalhei nas áreas de conservação, restauração florestal e assessoria técnica rural. Observando o andamento do mercado de tecnologia florestal, em 2017 resolvi aprimorar meus serviços com a utilização dos drones. Atualmente, além de docente na Engenharia Florestal da FAEF, sou sócio da Empresa MBview – Assessoria Técnica, que presta serviços nas áreas de projetos florestais e imagens aéreas obtidas com a utilização das geotecnologias.’’

 

Por Víctor Lopes Braccialli

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